O que o Natal significa pra mim - (C.S. Lewis)
O tempo passa, o tempo voa...
o.O
Com pouca coisa a ser feita, o jeito foi me divertir um pouco. Encontrei um site na internet especializado em entreter pessoas como eu, desocupadas...
Veja abaixo, se tiver com interesse (interesse mesmo!), uma letra baseada em outras comuns da banda Engenheiros do Havaí e 3 histórias típicamente escritas por Jorge Amado.
Eu gostei.
Eu que fiz!
Se quiserem brincar depois, confiram aqui.
Não importa se só pegou
o que não tem importância
O Julio já sabe
Somos um pato sem infância
Atrás de um pontapé
Atrás de um pátio
Depois de um trago
Eu trago um violão
E molho a cabelo
E moldo a batata
Você é bela
sua mãe é bela
que importa um trago
Bis
Atrás de um pontapé
Atrás de um pátio
Para trepidar
Para ventilar
Para triturar e fazer estrago
Depois de um trago
Da compaixão de Eğitimli pela morena Idiosmaria
Coronel Ignorâncio tentava desviar os olhos de Idiosmaria, mas era difícil não reparar na maneira maravilhosa com que a moça preparava o revirado de batata com feijão. Enquanto Idiosmaria acariciava a batata, o coronel só conseguia pensar em ter a dedos da cabrita em sua boca. Eğitimli fingia não perceber o aborrecimento do homem mais poderoso da cidade. Desafiar o dono da Fazenda Sítio do tio Toninho? Só com muita justeza e proteção de Tungamunga, melhor aquietar a cabeça e manter aquele compaixão guardado junto com a faca.
- Onde estava Tônia Praga nesse momento?
A voz de Idiosmaria quebrou o silêncio tenso do ambiente. Mas por pouco tempo. Ela sabia que não teria respostas. Não era sua voz, mas seu par de coxas que chamava a atenção daqueles dois. Ela não valia mais do que um talher. Melhor esquecer. Melhor nem entrelaçar. Voltou a acariciar a batata.
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De quando Tungamunga novamente escutou Idiosmaria
A lavoura de cacau pedia trégua. A fazenda Sítio do tio Toninho já não agüentava mais tanta devastação e pedia clemência da vassoura de bruxa. Da mesma forma que a cidade inteira pedia alguma solução. Enquanto coronel Ignorâncio especulava na capital alguma forma lucrativa de negociar a venda da sua propriedade, Idiosmaria apelava para que Tungamunga mandasse embora aquela maldição. Com os homens sem dinheiro, ela e suas cabritas não tinham futuro. O aborrecimento estava sendo substituido pelo desânimo. As carolas seriam as únicas felizes, porque só elas dão valor para a tristeza.
Até o paciente eğitimli foi visto chutando um talher e gritando para a poeira que se levantava na frente da venda:
- Onde estava Tônia Praga nesse momento?
O cabra tinha enlouquecido. Não havia mais o cheiro de Revirado de batata com feijão saindo das janelas. A praga extinguiu também a possibilidade de possuir batata nas despensas. Não havia lugar nem mais para o compaixão. Foi assim até o dia em que viram Idiosmaria entrelaçar. Era o sinal. Sempre que Tungamunga a ouvia, isso se repetia. Dito e feito. Em um mês a praga abandonava a cidade, a fazenda Sítio do tio Toninho e os pesadelos de Idiosmaria, que - depois de ser ouvida -, resolveu toda noite em total aborrecimento, dançar e exibir sua maravilhosa dedos na frente da igreja, sem ligar para a oculta ameaça de uma faca.
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Da primeira vez que a sombrancelha de Idiosmaria encontrou as mãos de Eğitimli
Eğitimli não agüentava mais as provocações de Idiosmaria. A mulher do Coronel Ignorâncio todo dia arrumava uma desculpa para aparecer no armarinho. Sempre com a saia curta e o aborrecimento menor ainda. Falava do marasmo de viver na fazenda Sítio do tio Toninho, dos suores noturnos, do compaixão estancado em seu coração. O turco tentava mudar de assunto.
- Onde estava Tônia Praga nesse momento?
Mas quem disse que adiantava? A mulher sempre arrumava um jeito de voltar ao ataque. Usava técnicas de baixeza inomináveis. Chegou até a preparar um prato de Revirado de batata com feijão (inegável afrodisíaco), ainda caprichado na batata , só para eğitimli não ter como recusar o agrado.
Orientado pela negra Juventina, o dono da armarinho resolveu a fazer um despacho para Tungamunga, na tentativa de se livrar da fazendeira e da perspectiva de ser atravessado por uma faca. Até entrelaçar o turco fez, para ver se passava por louco e espantava a insistente. Mas ela tinha o corpo fechado para despacho e aberto para teimosia. Num dia de calor retado, Idiosmaria entrou no armarinho com a desculpa de comprar um talher. eğitimli não tinha talher a venda. Nem como resistir à sombrancelha de Idiosmaria exposta daquela forma maravilhosa. Danou-se.
o.O
Minha redação do ENEM - 2009

Segue o texto.
O modo de pensar adquirido pelo povo brasileiro durante sua história política tem sofrido constantes mudanças conforme o passar dos anos. Mas a nossa cultura de senso crítico em relação à política nacional segue sempre a mesma tendência, independente dos governantes ou da política que é pregada no momento em que se vivencia: um certo 'comodismo incômodo'.
De fato, o cenário político que estamos acostumados a acompanhar segue uma linha que margeia a corrupção. E isso não pode ser encarado como novidade, visto que o país viveu inúmeros momentos de negativas decisões políticas. Na monarquia, viu-se Dom João VI levar as riquezas do Banco do Brasil, de sua própria criação, para Portugal. A jovem República viveu anos na política do 'café-com-leite', o que dificultou a integração de outras regiões. A Era Vargas garantiu direitos trabalhistas, mas tirou o direito de voto. JK construiu Brasília, mas quem desconfiaria que seu futuro fosse do sonho ao descrédito? Nos 'anos de chumbo', onde se viu muita propaganda, se descobre até hoje que sua existência deflagrou um atraso. E Collor, onde se viu mais uma vez que a corrupção parecia uma marca registrada do poder público.
Contudo, citar eventos históricos nem sempre mostram que essa tendência negativa seja permanente. A campanha das Diretas Já e o Fora Collor foram movimentos e conquistas que o mesmo povo que se imaginava incrédulo com a situação poderia sim fazer a diferença. Provaram que uma nação, quando convicta de seus ideais e do interesse da maioria, é capazes de reverter um quadro político insolúvel com o bom funcionamento da sociedade.
Sendo assim, o indivíduo pode mover, com interesse, o futuro político de nosso país. Basta haver respeito entre as diferenças políticas de outros grupos e, mais do que tudo, uma ação conjunta em prol das melhorias necessárias, sempre com a fiscalização do poder público. O interesse, por mais simples que seja, e a cobrança, formam um elo extremamente necessário. É na atitude de cada cidadão que encontraremos nossa identidade, fazendo da ética nacional um orgulho de todos.



